segunda-feira, 12 de novembro de 2012

ClampDay R2 - Quais meus preferidos no universo Clamp?

3 comentários
Olá gente!

Sim, faz tempos que deixei o Otame um pouco de lado, mas eu precisava expressar meu carinho pelo Clamp de mais de um jeito nesse ClampDay R2. Sim, eu fiz uma postagem no meu outro blog, o Kono-ai-Setsu, sobre um capítulo de Miyuki-chan no País das Maravilhas, mas como eu tenho muitas obras que eu gosto do grupo, eu pensei em trazer algumas coisinhas para vocês aqui no meu blog mais... pessoal. (?)

Só que eu via muita gente falando sobre uma certa obra ou um assunto muito específico, e como eu sou fangirl de muitos mangás, eu pensei que deveria falar de mais de um na minha postagem. Pra isso, eu montei alguns "tops" para mostrar para vocês o meu gosto pessoal e ver o que vocês acham da minha opinião.

Que tal?

Se você não gostar de alguma coisa, quiser dar sua opinião, dar algum surtinho que nem eu possivelmente vou dar a seguir (realmente eu preciso mudar o estilo do Otame, ele era meio seco e polêmico demais.. XD), pode comentar a vontade! É pra isso que foi feito o ClampDay R2, falar com outros fãs sobre o maior número de obras possível desse lindo grupo cheio de obras fantásticas!

Vamos lá?

Músicas

Para começar, algo bem descontraído para você ler essa postagem ao som de obras do Clamp. Sim, encerramentos, aberturas e OST (Original Song Track) são algo que devem expressar a personalidade de uma obra e muitas vezes podem até ser mais marcante para o expectador do que o próprio anime (como Angel Beats e Occult Gakuen, para mim).

Eu separei devidamente os encerramentos e aberturas das séries por que eu realmente gosto de muitas músicas de obras do Clamp, então vamos olhar minhas escolhas?

#Encerramentos

3- The Starry Sky - HAL [Angelic Layer]

O encerramento de Angelic Layer tem uma batida marcante e um clima bem interessante para uma série que deveria ser ao estilo "Pokémon". E o clipe misterioso ao estilo Clamp para nos deixar curiosos pelo desenvolver da série é tudo de bom. (=D)

2- Loop - Maaya Sakamoto [Tsubasa Reservoir Chronicle]


Nada como uma música linda sobre um amor sobre um reencontro milagroso em meio há um mundo gigante e que não para de girar para nos fazer apaixonar novamente por um casal já velho conhecido dos fãs do Clamp. Maaya Sakamoto sempre brilhando junto com as senhoras do Clamp.

1- Groovy! - Hirose Kami [Card Captor Sakura]


Não importa se em japonês ou em português, Groovy sempre vai me fazer surtar e cantar com todas as minhas forças. Ela tem um clima leve e que combina perfeitamente com Sakura. (E o Kero pulando pela cidade é muito fofo!)

#Aberturas


3- Be my Angel - Atsuko Enomoto [Angelic Layer]


A abertura de Angelic Layer me faz ter aquela palpitação de querer viver um sonho de criança, uma magia de um jogo que seria totalmente plausível de exitir daqui há alguns anos. É muito interessante o modo como ela realmente mostra o jeito Clamp de criar histórias dentro de um universo tão "comum" como o de animes sobre jogos populares de bichinhos colecionáveis.

Poderia ser Pokémon, poderia ser Digimon, mas Angelic Layer com certeza leva esse gênero há outro nível, seja na história ou na música.

2- Platinum - Maaya Sakamoto [Card Captor Sakura]


Eu gosto muito de Catch You Catch Me, mas quando eu via a abertura brasileira com o clipe de Platinum, a única coisa que pensava era que eu precisava ver a série com essa música. Platinum traz um sentimento de amor crescente e aconchegante, exatamente do jeitinho que Sakura e Syaoran (para mim ele sempre será "Shoran") foram notando no decorrer da segunda parte da série.E sim, eu canto ela mais enlouquecidamente do que Groovy! (XD)

1- Yuzurenai Negai - Naomi Tamura [Magic Knight Rayearth]


Eu não vi o anime de Guerreiras Mágicas inteiro (e muito menos em português), mas essa abertura sempre foi sinônimo da série. Um mundo mágico, com guerreiros, magia, RPG, Mokona, as Lendárias Guerreiras Mágicas e muita aventura.

E essa versão de Kalafina e Elisa ficou épica!!

Extra - Synchronicity - Yui Makino [Tsubasa Tokyo Revelations]


Eu posso não ter visto muito Tsubasa, mas essa música sempre me faz pensar em Clamp. Tem o tom misterioso e depressivo que as garotas gostam de colocar em suas obras. O que acham?

#OST

3- Kimi ni Naru Aitsu - Aya Hisakawa [Card Captor Sakura]


Shoran, seu lindo!! Essa sempre vai ser sua música tema!! Esse jeitinho dele, o jeito como ele desenvolveu o sentimento. Esse episódio de Sakura sempre vai ser um dos melhores que vi. Parabéns para a Mad House, foi épico e lindo.

2- A Song of Storm and Fire - Yuki Kajiura [Tsubasa Reservoir Chronicle]


Yuki Kajiura é uma diva total. Ela faz esses temas cheios de tensão, sombrios, com esses vocais ao estilo ópera. Tsubasa, se você não tivesse uma animação meio porca, eu voltava a te ver agora!

1- Yoru no Uta - Junko Iwao [Card Captor Sakura]


Eu adoro Sakura, então não poderia faltar essa linda música da Tomoyo! Eu achava incrível escutar na versão brasileira a música original. É uma música muito bonitinha, e eu lembro do meu irmão tentando tirar ela de ouvido no teclado! (haha! XD)


Personagens



O que seriam das séries do Clamp sem seus personagens marcantes?! Sem eles protagonistas ou não, dê uma olhada em meus favoritos!

#Personagem Coadjuvantemente Masculino

Nossa, vou chorar pra sempre por ele. Seu lindo! É um cara tão legal. X-1999 não está entre as minhas séries favoritas, mas Sorata e Arashi estão sempre no meu coração!! (*o*)

Sério, por que meus personagens secundários favoritos sempre estão relacionados a amores lindos?! Ueda é um fofo!! Chobits tem casais legais e tal, mas Ueda é um anjinho de tão bondoso!

Viram? Meu top 3 masculino é só de fofos apaixonados. Touya tem seu Yukito, então é mais um cheio de amor pra dar (pro Yuki XD). Adoro o jeito protetor dele com a Sakura, o jeito que trata o Yukito, o ciumes com o Shoran. Touya, sou sua fangirl!!

#Personagem Coadjuvantemente Feminino

Sua linda, por que era tão tsundere com o Sorata?! Demorou tanto pra admitir tudo, aiai. X-1999 é muito malvado com seus personagens, sabia? (talvez por isso eu não goste tanto da série XD)

Como falei, meus personagens preferidos são sempre apaixonados. Sei lá se a Tomoyo prefere a Sakura ou o Touya, mas eu adoro ela desse jeito mesmo. (XD)

Sim, adoro A Chitose tanto em Chobits quanto em Kobato. É uma ótima sindica e mostra sempre um carinho maravilhoso com todos. E sim, adoro o jeito como ela sabe de todos os mistérios das histórias que ela participa. (XD)

#Protagonista Masculino

Hideki é um protagonista de uma comédia romântica ecchi, mas é um cara legal e que tenta não se aproveitar da Chii (apesar de ter tido que ligar ela tocando em um local tenso... XD). Ele é um cara legal, sempre vou achar ele bacana.

Fujimoto é um fofo. Não que eu conheça toda a história de Kobato (estou acompanhando a segunda fase do mangá), mas já o adoro demais! Deixe de ser tsundere e vá logo se declarar pra Kobato, seu bobo!

Shoraaaaannnnn!! (imitando voz da Mei Lin) Shoran sempre será meu favorito. PRA SEMPRE! Sou fangirl total. Ele é lindo, fofo, e tem um senso de justiça inacreditavelmente maravilhoso. E eu surtei com ele dando o ursinho pra Sakura! (*o*)

#Protagonista Feminino

Eu amo Sakura e amo a Sakura também. Ela é fofa, atrapalhada, assustada. Eu gosto desse estilo de protagonista do Clamp, vocês vão notar.

Que tal a Chii? Tem personagem mais fofa e inocente que ela? Eu adoro esse jeito dela, me encanta totalmente.

Só me encanta mais que a Chii a Kobato. Ela é menos inocente, mas é o dobro de atrapalhada. Sua fofa, eu te adoro!!

Mangás


Pelos meus tops anteriores já dá pra entender mais ou menos o meu gosto pessoal, não é? Que tal então ver a minha difícil missão de saber que obra do Clamp é a minha favorita?

#Obra
3- Chobits

Sim, Chobits, um mangá sobre uma robô jogada no lixo com um final meio estranho está no meu top. O clima de Chobits e os personagens influenciaram bastante na minha decisão.

2- Kobato

Talvez eu esteja sendo influenciada por estar lendo o mangá atualmente, mas eu gostei de ler uma obra do Clamp que tem um clima mais voltado para o romance. Sim, Kobato é cheio de comédia e trama de mistério, mas ainda assim o que nos faz prender é o romance, não?

1- Card Captor Sakura

Sakuraaaaaaaaa~~ Sim, é meu mangá querido, maravilhoso, que estou colecionando pela segunda vez. Ele é especial, é uma das minhas influências para ter virado uma otaku e fangirl de Clamp. Provavelmente sem Sakura eu não estaria fazendo esta postagem.



O que acharam da postagem? Eu tentei fazer o possível para mostrar o que acho do universo Clamp. Será que consegui mostrar adequadamente? Me ajudem e comentem!

E que tal passar na fanpage do ClampDay R2 e ler algumas outras postagens?

Até logo! o/

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Holy Avenger e o Público Otaku Brasileiro

9 comentários

Olá a todos. Faz um tempo, não?
Quem me acompanha no Twitter sabe que eu ando bastante ocupada com meu outro projeto, o Kono-ai-Setsu, e por isso acabei deixando o Otame parado por uns tempos, mas graças a uma notícia, acabei decidindo vir postar aqui minha indignação. Sim, indignação.


Há poucos dias recebi uma notícia por email  (por que assino o Chunan e o MdOM, por que senão eu nunca leria - Preguiçosa) no Chuva de Nanquim que Holy Avenger, o mangá brasileiro de mais sucesso (além dele, só tem também o Combo Rangers), iria ser relançado....de novo (leia a reportagem aqui).


Eu preciso fazer uma "apresentação" para HA? Não... Todos conhecem, pelo menos de nome (como eu).


Incrível como a minha primeira reação ao relançamento (pela 3ª vez) de Holy Avenger foi como a da Mara (mais de oito mil). O ponto positivo (para a minha pessoa) é que eu não cheguei a ler nada da série e que eu poderia comprar, mas dificilmente o farei, a menos que este chegue muito facilmente em minha cidade e eu esteja endinheirada (os dois pontos são pouco prováveis de acontecerem).
Mas por que estou indignada?


Em meu raciocínio, como pretendente a mangaká (pffff), é de que mais uma vez o país se estagna e se agarra nos "velhos clássicos". Os otakus brasileiros são assim. Não adianta mudar. É exatamente como a tirinha do Bouken Ni que finalizei para a Mazaki (leia aqui). Essa idolatria aos velhos ícones tem uma função simples: Trazer a nostalgia dos marmanjões a tona, lembrar que existiu um único mangá no Brasil que agradou esse público chato e complicado de agradar, e (a pior função) impedir novos veículos e títulos de ganharem sua chance. Sim, essa é a mais pura verdade.


Não adianta fazer birra nos comentários, a verdade é que o otaku brasileiro é chato. Eles não querem animes na TV por que irá ter uma dublagem (segundo eles, "entendedores") ruim, não querem mangás venham em "certas" editoras por que terá tradução que não os agrada, não querem mangás feitos por artistas consagrados e conhecidos do público geral (não otaku) por que irá "difamar" a imagem idolatrada que eles tem de mangá, mesmo que esse tenha uma saga inteira parodiando um mangá que todos (esses mesmos "entendedores") idolatram e que o grande público poderia (provavelmente) passar a conhecer a partir dessa referência. Imagina, se eu conheço pessoas que não gostam de certos fansubs por que a legenda tá "errada", ou por que não traz as séries que as agrada.
Poxa, tenham noção, otakinhos. Fansubs trabalham de graça, fazem as coisas pra ajudar VOCÊ, que mesquinhamente fala mal do trabalho deles. As empresas que traduzem os mangás, trazem mangás que as vezes nem conseguem pegar lucro. Sim, há uma falta de planejamento na maioria, mas isso não quer dizer que eles queiram fazer um trabalho porco, apenas estão trazendo na qualidade que pode "agradar" vocês (nunca irão agradar um público tão implicante e birrento), e que eles possam sobreviver, por que, afinal, os revoltadinhos que criticam são aqueles que começaram uma campanha bem estúpida de não comprar mangás de uma única editora, e que daqui a pouco podem acabar ajudando a fechar as portas de uma das editoras pioneiras a trazer (em grande quantidade) os mangás clássicos que o pessoalzinho adora reverenciar.


O mais engraçado, é que esse pessoal que fala mal das traduções dos mangás ou das obras brasileiras, não vai comprar a versão nova de Holy Avenger. Vai vibrar, dar gritinhos de felicidade, mas vai se preocupar mais em comprar os mangás que não gosta só pra criticar as editoras (pelo menos se eles comprarem vão dar lucro pras empresas) do que comprar HA. Infelizmente, duvido que esse relançamento chegar ao último volume. A realidade é que o público otaku não é tão atencioso e fiel quanto o público de comics, que tem uma infinidade de séries sendo lançadas no Brasil. Quem é que se arriscaria a trazer algo incerto de sucesso para um público tão birrento como o otaku? Me desculpem, não é falta de fé, nem praga, apenas o meu modo de enxergar o otaku brasileiro, que sempre (me desculpem) me desaponta.
Depois desse depoimento sincero até demais (e de perder os poucos otakus seguiam meu trabalho), vou deixar espaço para os comentários me xingarem.


E sim, essa é a minha visão sobre os otakus e muitos da blogosfera otaku. Eu posso gostar das pessoas que fazem esses blogs, mas não gosto de seu "trabalho" (se pelo menos eles fossem críticos profissionais eu não ficaria tão indignada). Não estou generalizando e nem pensando em alguém específico, mas sempre que eu leio um blog otaku, eu acabo ficando braba com alguma bobagem (ao meu ver) que falam.


Obrigado por lerem meu desabafo.


(Eu gostaria de ter montado um template novo pro Otame antes de voltar a atualiza-lo, mas acabei sendo levada pelo meu instinto "assassino". Sorry =P)

sábado, 17 de dezembro de 2011

#TezukaDay e Parada no Blog

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Olá a todos!
Hoje eu deveria estar publicando uma postagem sobre o Tezuka Day, movimento dos otakus que começou no Brasil e se expandiu tanto que fiquei extremamente feliz. Porém, por diversos problemas, não pude organizar e realizar toda a pesquisa que deveria para a postagem. Esta postagem não será grande, mas pretendo falar resumidamente sobre o que eu gostaria de indagar aqui.


Primeiramente, minha vontade era de falar sobre a obra "Ribon no Kishi" (A Princesa e o Cavaleiro), a qual eu sempre admirei muito, e que pode ser lida uma opinião no blog Planeta do Moe, de Eduardo Ketsura. Após pensar um pouco e lembrar de meus estudos para meu Trabalho de Conclusão de Curso, onde estudei bastante sobre a história do mangá, pensei em falar não apenas sobre Ribon no Kishi, mas principalmente sobre a grande influência que Mangá no Kami-sama (Deus do Mangá), Osamu Tezuka, teve sobre as obras que eram voltadas para o público feminino.


Osamu Tezuka, para quem não sabe, era formado em Medicina e era de uma família de grandes recursos. Culto como era, admirava muito o Teatro Takarazuka, onde mulheres atuavam, tanto em papeis femininos, quanto os masculinos. Sim, um teatro somente de atrizes.


Quando Tezuka foi convidado (ou pago, como preferirem) para criar um mangá para uma revista de público feminino, este foi totalmente inspirado no Teatro Feminino Takarazuka. As bases são óbvias, como a garota ser praticamente transgênera, os olhos ainda mais vivos e grandes do que ele já fazia em suas obras shounens (uma característica do teatro era de ressaltar este olhar com maquiagens e afins).
Versão Takarazuka de Berusaiyu no Bara
E esta característica foi inspiração para todos os mangás shoujos seguintes (alguns menos, outros mais). Como se pode observar, os shoujos continuam com os olhos mais expressivos que os shounens, o traço mais delicado e uma leve complexidade a mais nas personalidades (o que não quer dizer que sejam melhores personagens). Enquanto outros mangás, como Berusaiyu no Bara (A Rosa de Versalhes), Revolutionary Girl Utena, entre outros, são fortemente influenciados em suas histórias.


Me desculpem novamente pela postagem pequena e espero que tenham gostado um pouquinho só da postagem, e não se esqueçam de dar um "Like" no Facebook do #TezukaDay!


E por último, estou avisando que estou parando temporariamente o Blog. Preciso organizar algumas coisas e rever o que imagino que eu quero para ele em termos de postagens.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Melhor do ano sim, e o resto é resto

8 comentários
Essa postagem contém alguns spoilers.


Há algumas semanas houve a premiação do Newtype Anime Awards (vocês sabem disso, já leram no Chunan ou qualquer outro blog que tenta escrever tudo em dia) onde foram divulgados prêmios para 21 categorias diferentes, de games e animes, que vai desde dublagem até "melhor propaganda" (ou seja, o "menos pior", por que "trailer" japonês sempre é péssimo) e, como todo mundo comentou, eu resolvi também aderir o assunto e dizer de uma vez algo que estou há tempos para falar.
Entre os 21 prêmios, Madoka Magica levou 12, em uma votação aberta entre animes que passaram desde outubro do ano de 2010 até julho desde. Dentre os concorrentes, haviam adversários "de peso", como Steins;Gate, Ano Hana, Ore Imo (ops), Deadman Wonderland, [C] (OPS) e Fractale (OK! Parei de sacanear). Mas sim, mesmo com 3 concorrentes fortes (S;G, Ano Hana e DW), Madoka não deu chances. Vocês sabem o porquê?


Afinal, por que uma personagem que não seja a Kurisu (~tina) ganharia o prêmio deste ano? Por que um enredo ganharia de Steins;Gate? Por que seria outro diretor a não ser o de Mawaru Penguindrum a ganhar?

A partir destas perguntas, vamos para minhas afirmativas sobre Puella Magi Madoka Magica:


Afirmativa 1: Por que a Shaft fez seu trabalho bem feito.


Eu não gosto quando as pessoas vêem o primeiro episódio de uma série e dizem "Esse é um concorrente ao melhor anime do ano!". Sério, eu acho vergonhoso (u.u). Afinal, como saberemos que um anime tem um grande enredo e um grande clímax no primeiro episódio? 


Sim, claro, podemos ter "pistas" de que um anime será bom, mas muitas vezes temos "falsas pistas", como Fractale (me desculpe quem gosta), ou Ore Imo (sim, eu achei durante o primeiro episódio que a idéia poderia ser bem desenvolvida). Antes mesmo de ver o primeiro episódio de Madoka Magica eu já esperava um anime "fora do comum". E não estou falando no sentido "Oh, esse anime promete!", mas sim de "Esse anime promete ser bem diferente e louco, por que é da Shaft.".


Eu nunca fui a maior fã da Shaft (a mesma que produziu animes como Negima!?, Bakemonogatari e Maria Holic), ela tem o histórico de acabar com animes bons em suas segundas temporadas (veja o exemplo de Maria Holic e Sayonara Zetsubou Sensei), e não fez uma primeira adaptação boa de Negima! (o que realmente é algo que pesou em mim, já que sou fã da série), mas sempre foi sabido por mim que a empresa era boa tecnicamente, além de ter um ótimo toque nonsense.
Quando vi o anuncio de Puella Magi Madoka Magica, um anime Mahou Shoujo feito pela Shaft, fiquei no mínimo curiosa. Sabia que seria diferente de todos os mahou shoujos que eu já tivesse visto, mas eu errei no ponto que seria diferente. Imaginei algo cheio de nonsense e bizarrices, e não um anime totalmente sério, sinistro e épico. Foi uma ótima surpresa.


A Shaft fez o serviço bem feito, foi surpreendente. Sim, ela é ótima tecnicamente, mas sempre teve uma péssima experiência com relação a prazos. Mas com Madoka Magica ela soube disfarçar muito bem isto, e só pude ver "furos" só após ver imagens da versão Blu-ray (veja vídeo abaixo)


Afirmativa 2: Por que, sim, Gen Urobuchi é um gênio.


O criador da história de garotas mágicas mais interessante de todos os tempos (ao meu ver)  provavelmente era pouco conhecido antes da mesma estrear no início deste ano. Aos seus 39 anos, Gen Urobuchi finalmente está sendo reverenciado por todos (menos os emburrados, do contra, ou desenformados) os otakus do mundo. E porquê? Por que ele conseguiu não só criar a tal história mahou shoujo, mas também adaptou a história de um game/novel muito adorado por estes otakus que está sendo exibida na atual temporada japonesa: Fate/Zero.


Esses duas obras mostram o nível de densidade que Urobuchi coloca em suas obras. Não são animações para crianças, mas para quem já cresceu e está com vontade de ver algo que não seja tão previsível quanto um shounen normal ou um shoujo romanticozinho de final feliz. Ver um roteirista tão bom no mundo dos animes me deixa pessoalmente feliz, já que estou com quase 22 anos e um tanto enjoada de roteiros normais e padronizados.
Quando Shinbo (diretor da série e da maior parte dos animes da Shaft) conversou com Urobuchi sobre fazer uma série de garotas mágicas, provavelmente ele não esperava uma série tão bem desenvolvida, mas provavelmente após ler o roteiro já previa o sucesso da série (por que eu acho que seria fácil analisar isto), provavelmente ele tomou um cuidado a mais por esta razão.


Afirmativa 3: Por que Akiyuki Shinbo conseguiu fazer o clima correto para a série.


Quem conhece a Shaft com certeza conhece Akiyuki Shinbo. É como se os dois fossem uma simbiose ou algo parecido. Shaft não vive sem Akiyuki Shinbo. Essa afirmativa é até perigosa de se fazer por ser demasiadamente próxima da realidade.


Shinbo, o símbolo da Shaft, que dirigiu Bakemonogatari, Dance in Vampire Bund, Maria Holic, Pani Poni Dash!, entre outros, já tinha experiência em dirigir histórias de garotas mágicas, com Mahou Girl Lyrical Nanoha, tem um estilo diferenciado, com seus ângulos incomuns e sabe como usar sangue em cenas.
A verdade é que Shinbo foi diretor de animes até agora para fazer Madoka Magica. Por mais que seu estilo fosse introduzido em outros animes, e combinasse até bem com algumas séries (como Sayonara Zetsubou Sensei), Madoka Magica parece que foi feito por Gen Urobuchi para que Shinbo finalmente tivesse seu talento verdadeiramente valorizado.

Sayonara Zetsubou Sensei

Podemos dizer que parte do clima que a série traz é por causa de Shinbo, certamente. O visual das bruxas e seus "mundos", para mim são uns dos grandes pontos da série, com certeza tiveram um grande toque do diretor da série, que conseguiu colocar um ótimo efeito sombrio, e por que não dizer bizarro, nas bruxas, como se fossem recortes, coisas que não deveriam estar lá, mas estão.
Se podemos dizer que a Shaft precisa de Akiyuki Shinbo, por que não dizer que Madoka Magica também precisa? A diferença é que Madoka Magica não necessita apenas de Shinbo, mas também necessitou do seu criador, Urobuchi, e de mais duas pessoas, no mínimo.


E quer saber, essas outras pessoas também estão nas afirmativas!


Afirmativa 4: Por que Ume Aoki fez um character design fofo e sombrio.


Aoki-sensei (meu respeito por uma desenhista) é a criadora de Hidamari Sketch e fez algumas ilustrações para encerramentos de animes (como a imagem do encerramento da versão Blu-ray do episódio 9 de Madoka Magica, abaixo).
No caso do design de Madoka e suas companheiras, Aoki-sensei com certeza tem o toque fofo de Sketch, como a mandíbula baixa e os olhos grandes (até para animes), mas esses mesmos olhos grandes e fofos puderam expressar todo o horror e tensão que a série desenvolve após o terceiro episódio. Eu não sei se esta característica foi proposital, mas caiu muito bem na série, afinal, sempre que penso em algo muito forte em Madoka Magica, me vêm em mente a cena do episódio 10 onde Mami tenta matar todas as outras garotas mágicas (imagem abaixo). Definitivamente não é por bobagem que esta expressão acabou indo até para a action figure da personagem feita pela Max Factory.
Certamente, a versatilidade do visual das personagens foi essencial para a sobrevivência da série. Se as personagens não fossem fofas, provavelmente o público da série seria muito menor (convenhamos, otakus caem de amores por qualquer carinha fofa que aparece), e não aguentariam tão bem até o terceiro e revelador episódio da série. Mas por outro lado, se  o visual apenas conseguisse ser fofo, perderia totalmente a seriedade que a série ganha no decorrer de seus episódios.
Então vamos para a próxima afirmativa?


Afirmativa 5: Por que Yuki Kajiura é uma verdadeira artista.


O que dá alma a uma série? O roteiro? A qualidade gráfica? Mas e o som por detrás da série?


Muitas vezes, acabamos lembrando de séries só por causa de sua trilha sonora, ou sua abertura/encerramento (é o meu caso com Angel Beats, de toda a série, só gosto da abertura). A música nos introduz no universo e nas cenas da série, dá vida a mesma. Portanto, se algo também é importante em Puella Magi Madoka Magica, é a sua Original Sound Track, e a responsabilidade de efetuá-la foi de Yuki Kajiura.
Esta moça ai já era muito conhecida no mundo dos otakus por ter feito trilhas de séries como Tsubasa Reservoir Chronicle, Noir, e de várias séries de .Hack. Este ano ela foi responsável pela criação da trilha de Madoka Magica, além da composição e letra do encerramento, Magia.


Como me falaram uma vez: A trilha sonora foi a única coisa que não mentiu para o expectador em momento algum durante Madoka Magica. Sim, isto é verdade. Pode se dizer que a música mais feliz em toda a série é a abertura Connect? Na verdade acho que não, já que a letra se trata da história de Homura, e não de Madoka. Contando todas as trilhas, imagino que a mais feliz digo, menos melancólica é o tema de Mami (ouça logo abaixo), e seu clima de "Magical girl for real". Isso não quer dizer muita coisa.
Portanto, por sua sinceridade não diretamente percebida durante os primeiros episódios e que foi maravilhosamente sombria de escutar durante os últimos, Yuki Kajiura ganhou seu lugarzinho nas afirmativas aqui no Otame.


Afirmativa 6: Por que, sim, Puella Magi Madoka Magica é uma obra prima.


Tudo bem se você não gosta de Puella Magi Madoka Magica, por mim tudo bem. Eu não vi até hoje mais da metade de Death Note (esperando as pedras). Mas nem por isso eu deixo de acreditar que Death Note é uma das melhores séries que saíram na última década.


Não é por que você não gosta, não entende, ou não se interessa por alguma obra que você tem que xingá-la. Isto é algo que eu vejo pessoas fazendo e não aprovo. Até me vejo fazendo as vezes e me reprimo depois, mas tem gente que não se reprime.
Tudo bem você argumentar, dizer que Puella Magi Madoka Magica ainda está no Boom, mas eu não concordo. Na temporada seguinte já haviam pessoas perguntando se Steins;Gate era o melhor anime do ano e nesta falando o mesmo sobre Fate/Zero. Otakus tem memória fraca, instantânea. A maior culpada são sim as empresas que nos enchem de séries para assistir, mas você não precisa simplesmente apertar o delete em sua mente depois de terminar de ver uma série.


O que me dá dó nesse tipo de mercado é que os fãs não saibam separar séries muito boas de séries que são verdadeiras obras de arte. Colocá-las no mesmo patamar é quase como um ultraje, mas não sei o quanto o público estava preparado para uma série do nível técnico e artístico que tem Puella Magi Madoka Magica. E melhor ainda, não comparem obras primas com outras obras primas. Não tentem saber se fulano é melhor que ciclano. Madoka Magica não se compara a Evangelion, que não se compara com Gundam, que não se compara com muita coisa, ok gente?


Espero que no próximo ano lembrem de Madoka Magica, por que eu, definitivamente, vou lembrar e cultuar. Por que eu lembro o que me choca, o que faz me apaixonar, chorar, ter raiva e tudo junto ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo, espero que se lembrem sobre o que é Madoka Magica, e não só do rostinho bonitinho das personagens que vocês queriam votar para o Saimoe.


E por último....

Sim, e sim, Madoka é o título do ano.
E não me encham muito a paciência falando o contrário, ok? (sejam bonzinhos comigo XD)


Obrigado por lerem até aqui, estou cansada. (XD)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Minha Mesa de Desenho

4 comentários
Hello gente!
Faz tempos que não posto aqui né? Mas de agora em diante eu vou postar loucamente! (\o/)
Então, estava pensando no que fazer para o Otame de diferente, e de repente olhei minha mesa de desenho e..... "Sim! Vou apresentá-la aos leitores!".
Bom, é isso. Não é a das mais interessantes postagens, mas espero que gostem das otakices em volta da mesa. (=D)
Vamos lá! (o/)
 












Bom, acho que é isso!
E sim, minha mesa é meio sujinha de poeira da borracha. (XD)
Espero que tenham gostado de dar uma espiadinha no meu local de "trabalho".
Comentem, por favor!
Até logo! o/


OBS:

  1. Beta-chan, essa mesa não fica no meu quarto, mas sim em uma sala não muito usada da casa.
  2. Carlírio, a panificadora é enxerida por que colocaram na mesa e eu não tenho "autorização" para retirá-la (XD)