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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Holy Avenger e o Público Otaku Brasileiro

8 comentários

Olá a todos. Faz um tempo, não?
Quem me acompanha no Twitter sabe que eu ando bastante ocupada com meu outro projeto, o Kono-ai-Setsu, e por isso acabei deixando o Otame parado por uns tempos, mas graças a uma notícia, acabei decidindo vir postar aqui minha indignação. Sim, indignação.


Há poucos dias recebi uma notícia por email  (por que assino o Chunan e o MdOM, por que senão eu nunca leria - Preguiçosa) no Chuva de Nanquim que Holy Avenger, o mangá brasileiro de mais sucesso (além dele, só tem também o Combo Rangers), iria ser relançado....de novo (leia a reportagem aqui).


Eu preciso fazer uma "apresentação" para HA? Não... Todos conhecem, pelo menos de nome (como eu).


Incrível como a minha primeira reação ao relançamento (pela 3ª vez) de Holy Avenger foi como a da Mara (mais de oito mil). O ponto positivo (para a minha pessoa) é que eu não cheguei a ler nada da série e que eu poderia comprar, mas dificilmente o farei, a menos que este chegue muito facilmente em minha cidade e eu esteja endinheirada (os dois pontos são pouco prováveis de acontecerem).
Mas por que estou indignada?


Em meu raciocínio, como pretendente a mangaká (pffff), é de que mais uma vez o país se estagna e se agarra nos "velhos clássicos". Os otakus brasileiros são assim. Não adianta mudar. É exatamente como a tirinha do Bouken Ni que finalizei para a Mazaki (leia aqui). Essa idolatria aos velhos ícones tem uma função simples: Trazer a nostalgia dos marmanjões a tona, lembrar que existiu um único mangá no Brasil que agradou esse público chato e complicado de agradar, e (a pior função) impedir novos veículos e títulos de ganharem sua chance. Sim, essa é a mais pura verdade.


Não adianta fazer birra nos comentários, a verdade é que o otaku brasileiro é chato. Eles não querem animes na TV por que irá ter uma dublagem (segundo eles, "entendedores") ruim, não querem mangás venham em "certas" editoras por que terá tradução que não os agrada, não querem mangás feitos por artistas consagrados e conhecidos do público geral (não otaku) por que irá "difamar" a imagem idolatrada que eles tem de mangá, mesmo que esse tenha uma saga inteira parodiando um mangá que todos (esses mesmos "entendedores") idolatram e que o grande público poderia (provavelmente) passar a conhecer a partir dessa referência. Imagina, se eu conheço pessoas que não gostam de certos fansubs por que a legenda tá "errada", ou por que não traz as séries que as agrada.
Poxa, tenham noção, otakinhos. Fansubs trabalham de graça, fazem as coisas pra ajudar VOCÊ, que mesquinhamente fala mal do trabalho deles. As empresas que traduzem os mangás, trazem mangás que as vezes nem conseguem pegar lucro. Sim, há uma falta de planejamento na maioria, mas isso não quer dizer que eles queiram fazer um trabalho porco, apenas estão trazendo na qualidade que pode "agradar" vocês (nunca irão agradar um público tão implicante e birrento), e que eles possam sobreviver, por que, afinal, os revoltadinhos que criticam são aqueles que começaram uma campanha bem estúpida de não comprar mangás de uma única editora, e que daqui a pouco podem acabar ajudando a fechar as portas de uma das editoras pioneiras a trazer (em grande quantidade) os mangás clássicos que o pessoalzinho adora reverenciar.


O mais engraçado, é que esse pessoal que fala mal das traduções dos mangás ou das obras brasileiras, não vai comprar a versão nova de Holy Avenger. Vai vibrar, dar gritinhos de felicidade, mas vai se preocupar mais em comprar os mangás que não gosta só pra criticar as editoras (pelo menos se eles comprarem vão dar lucro pras empresas) do que comprar HA. Infelizmente, duvido que esse relançamento chegar ao último volume. A realidade é que o público otaku não é tão atencioso e fiel quanto o público de comics, que tem uma infinidade de séries sendo lançadas no Brasil. Quem é que se arriscaria a trazer algo incerto de sucesso para um público tão birrento como o otaku? Me desculpem, não é falta de fé, nem praga, apenas o meu modo de enxergar o otaku brasileiro, que sempre (me desculpem) me desaponta.
Depois desse depoimento sincero até demais (e de perder os poucos otakus seguiam meu trabalho), vou deixar espaço para os comentários me xingarem.


E sim, essa é a minha visão sobre os otakus e muitos da blogosfera otaku. Eu posso gostar das pessoas que fazem esses blogs, mas não gosto de seu "trabalho" (se pelo menos eles fossem críticos profissionais eu não ficaria tão indignada). Não estou generalizando e nem pensando em alguém específico, mas sempre que eu leio um blog otaku, eu acabo ficando braba com alguma bobagem (ao meu ver) que falam.


Obrigado por lerem meu desabafo.


(Eu gostaria de ter montado um template novo pro Otame antes de voltar a atualiza-lo, mas acabei sendo levada pelo meu instinto "assassino". Sorry =P)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Tirinha #04

7 comentários
Olá pessoal!
Hoje teremos polêmica(?!). Só se vocês quiserem, eu só brinquei um pouquinho de nostalgia e de desenhar uma tirinha (=P). Só pra deixar claro, espero que ninguém se ofenda. Fiz esta tirinha apenas com tom cômico/crítico, seja com vocês, ou comigo mesma, afinal, sou otaku e reclamona também. Thanks pro @didcart se ele não ficar brabo! (XD)
Bom, fiquem com a tirinha! (talvez vire uma série ^ ^'')
Bom, espero que tenha agradado vocês, e espero que ninguém me xingue muito, afinal, essa tirinha passou por algumas revisões para adequar minimamente meu comportamento/fala ranzinza (XD).
Comentem por favor!
E até logo! o/

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

0 comentários







É isso ai!
Finalmente a JBC dá novidades sobre a volta de Neon Genesis Evangelion no Brasil!


A editora informou que o formato que a Conrad usava vai ser mantido, e confirmou que vai continuar do volume que a antiga tradutora parou. Com isso, o formato será bem diferente do normalmente utilizado pela JBC, tendo 13,3cm X 20,2 cm, e não  11,4 cm X 17,7 cm (utilizado por exemplo em Love Hina) como de costume.


Também foi confirmado o tamanho meio tankobon e folhas off set brancas. Uma preocupação legal da editora foi em contratar a tradutora Drik Sada que trabalhava na série na Conrad. Apesar do preço salgado (R$ 7,90), a aquisição deve valer muito a pena, sendo uma grande sacada da editora Japan Brasil Comunication.




Diferente de muita gente que não gosta da editora, eu fico feliz de um ícone como Evagelion estar prestes a voltar as bancas por uma empresa como a JBC, afinal, como uma editora renomada que nunca cancelou uma série de mangá, ela tratará o título como ele merece, com respeito, dedicação e cuidado.

domingo, 1 de agosto de 2010

1 Litro de Lágrima e os Mangás no Brasil

2 comentários
Os mangás no Brasil seguem um esquema padrão? Algum estilo fixo, que faz mais sucesso? Talvez a solução para este "problema" (porque para mim, ler apenas shounens de luta é um problema) seja o que a NewPOP Editora esteja dando oportunidade: Mangás inspirados em casos reais/que tenham versão dorama.
Uma das grandes cenas do Dorama

Não é de hoje que tenho visto algumas séries (normalmente romances ou comédias) com atores reais, os chamados doramas. Estas séries normalmente são baseadas em animes/mangás, mas há o caso específico da série que irei falar aqui, que foi com base em um livro Best Seller com história verídica.

Estamos falando de 1 Litro de Lágrimas (Ichi rittoru no namida), é a história real de uma garota japonesa que tem uma doença sem cura. Infelizmente ainda não li o mangá, mas o dorama (que considero o melhor entre os que já vi), conta a história da menina desde os primórdios da sua doença, até seus últimos dias. Para qualquer um, mesmo por saber o óbvio e comovente final desde o início da série, é impossível manter-se inerte a trama.

Fotos reais da Protagonista

Este tipo de trama, que tem toda sua riqueza por ter sido escrita pela própria eferma até seu fim, tem seu destaque por fazer seu leitor/espectador pensar, sair da inércia que estamos acomodados. Todos os shounens básicos que lê-mos apenas para passar o tempo (pois eles nada mais fazem do que isso) ganham um destaque idêntico as novelas que tantos brasileiros amam, enquanto esta obra prima está no nível de todas as artes que apenas os que seguem este foco de estudo dão valor. Muito pior, o digo, pois no Brasil, nem os artistas dão o valor o qual os mangás merecem (digo isto sendo eu uma quase formada artista visual).

1 Litro de Lágrimas, apesar de uma linda e triste história, não recai aos velhos apelos das novelas e shoujos de garotinhas escolares. Neste momento de re-invenção dos mangás no Brasil, acho que nada melhor do que estórias seinen/josei (para jovens adultos) para aguçar o faro e acordar para a vida nossos jovens leitores como a NewPOP está fazendo com este título.

Capa de 1 Litro de Lágrimas da NewPOP Editora