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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Tirinha #04

7 comentários
Olá pessoal!
Hoje teremos polêmica(?!). Só se vocês quiserem, eu só brinquei um pouquinho de nostalgia e de desenhar uma tirinha (=P). Só pra deixar claro, espero que ninguém se ofenda. Fiz esta tirinha apenas com tom cômico/crítico, seja com vocês, ou comigo mesma, afinal, sou otaku e reclamona também. Thanks pro @didcart se ele não ficar brabo! (XD)
Bom, fiquem com a tirinha! (talvez vire uma série ^ ^'')
Bom, espero que tenha agradado vocês, e espero que ninguém me xingue muito, afinal, essa tirinha passou por algumas revisões para adequar minimamente meu comportamento/fala ranzinza (XD).
Comentem por favor!
E até logo! o/

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Faça você mesmo!

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Olá pessoal!


Aqui estou eu querendo falar de uma das manias dos otakus em geral: fazer algo com relação ao animê que gosta. Seja tocando ou cantando músicas de abertura ou encerramento, criando fanfictions e fanzines (histórias e quadrinhos) baseadas em animês/mangás, fazendo cosplay (fantasias) de seu personagem preferido, ou até editando cenas dos animês e produzindo seus próprios amvs (anime music videos = "clipes"), os fãs sempre dão um jeito de demonstrar sua admiração e amor por uma obra de animação japonesa. 


Este próprio blog pode ser colocado nesta categoria, afinal, mesmo que não seja de um animê específico, visa a divulgação de qualquer um que esta singela autora aprecia. Mas que tal dar uma olhada em alguns trabalhos de fãs que eu gosto bastante?


FANFICS


Os meus conceitos sobre fanfics não é tão abrangente como deveria (irei explicar adiante o por que), mas os colocarei aqui para melhor entendimento. Um fanfic é uma criação de uma história pegando como base os personagens de um ou mais animês. Isto porque a história em si, pode ser sim modificada do jeito que o escritor quiser, colocando um personagem de animê em qualquer outra obra ou mundo.


Pegando por exemplo um universo mais fácil de adaptação. Imagine uma história onde a Konata (Lucky Star) é sugada pela TV e acaba entrando no mundo de Suzumiya Haruhi no Yuutsu e começa a pedir autógrafo e a revelar para a heroína da série (Haruhi) que a Yuki é uma alienígena, a Mikuru uma viajante do tempo e o Koizumi é um exper e que a própria Haruhi é considerada Deus para metade dos otakus que vêem a série. Não seria louco? Mas sim, esta pode ser uma idéia introduzida em um fanfic por ai. Isso se chama crossover (ligação de 2 mundos diferentes)


Esse é o tipo de idéia que um otaku poderia ter e transformar duas séries em uma. Mas também há aqueles que conseguem deixar o clima da série totalmente idêntico, e convencendo o leitor de certos detalhes minuciosos como o surgimento de um casal que já aparenta existir na série original para alguns fãs. Outro tipo de história a ser criada é de um novo inimigo, desafio ou objetivo a concluir da série, não é difícil encontrar este tipo de fanfic pela rede.


Por fim, acabo aconselhando uma estória que me aconselharam recentemente, "No, Thank You", inspirada no último encerramento da série K-ON, que tem um clima mais fechado e complexo, e assim a autora criou um mundo onde a doce Mio, por exemplo é integrante de uma gangue (Oh yeah, as pessoas criam realmente de tudo o que você nunca imaginou! XD).


Link do Fanfic "No, Thank You" 
Observação: O fanfic é em inglês.


FANARTS


Eu sou uma pessoa bastante crítica ao ver outros trabalhos, principalmente desenhos e cosplays. Pra quem não sabe, fanart é qualquer desenho que uma pessoa faça que esteja relacionado a algum trabalho já publicado (basicamente).


Tentei selecionar uma imagem de um animê mais atual e um bem clássico (com certeza foi clássico até demais XD), portanto, primeiramente pensei em um grande sucesso atual, Durarara! que terminou na metade inicial do ano e tem uma trama super legal. Eu ainda não terminei de ver, apenas vi o primeiro ciclo, mas achei muito, mas muito bom, e recomendo a todos. Esses dois do lado, principalmente a Celty, me conquistaram rapidamente. Gostei muito, admito! (\o/)


O desenho clássico, como podem perceber, é de Dragon Ball Z. O que posso falar? Procurei o primeiro animê básico que todo mundo já viu na vida (ou verá, caso de quem verá o DBKai). Como não sou a maior fã de Cavaleiros do Zodíaco, escolhi DBZ, afinal, sempre acaba sendo um ou outro (XD).

Por fim, a minha escolha pelas imagens foi sim pela qualidade. Eu perdi a vontade inicial de mostrar um desenho bom e outro ruim, por que para outros, o desenho "ruim" pode ser muito bom, afinal, cada um tem seu traço, sua criatividade e sua capacidade.

COSPLAYS

Basicamente, cosplay é não somente o ato de criar uma fantasia de um personagem de animê, mangá ou game, mas sim da interpretação deste mesmo.


Acabei pegando duas imagens que me chamaram a atenção no deviantART. Primeiro esta da Rei de Neon Genesis Evangelion, um animê que me reconquistou após muitos anos e que revi, e compreendi realmente (eu tinha apenas 13 anos quando assisti pela primeira vez).


Apesar da Ayanami com certeza estar longe de ser a personagem que mais gosto da série, esse cosplay me chamou a atenção pelos detalhes obviamente inclusos. Uma coisa que prezo e que é um detalhe muito bonito nesse cosplay, é a peruca, afinal, dificilmente uma peruca azul claro fica realista (obvio né? XD), mas que nessa imagem está muito bem feita e omogênea ao resto do cosplay. Outro detalhe legal é a cosplayer ter a pele mais pálida, assim como a personagem. São detalhes como esses que admiro em um cosplay (^ ^).

A outra imagem é de algo que eu não sou muito ligada, mas que muita gente gosta de escutar e procurar imagens bonitinhas: são as Vocaloids! É, essas criaturinhas fofinhas que eu não faço idéia por que todo mundo acha "moe" se nem tem um animê delas (Além de terem umas vozes muito irritantes XD). Mas eu gostei muito dos cosplays. Peguei a imagem por que era um exemplo de grupo de cosplayers bem legal, com detalhes que um cosplay não sobrepõe os outros (a mão ser as cores naturalmente das personagens de cima, que não é culpa das cosplayers). Bom, eu não sou a melhor pessoa para analisar esse grupo, mas aparentemente parece realmente bom. Se alguém quiser falar algo mal, fique a vontade (XD).

AMVs

Anime Music Videos é um assunto um tanto delicado. Eu gosto de AMVs que se sinta bastante a relação da imagem com o que se sente da música ou se sabe da letra, as vezes isso não ocorre, e acabo não gostando tanto assim. As vezes vejo alguns legais, mas sabe quando a pessoa gosta de colocar vários efeitos no vídeo e acaba com tudo? É, eu não gosto disso nenhum pouco.

Um dos AMVs que separei é um de FullMetal Alchemist e está na lista de melhores avaliações quando a pesquisa é "AMV". Eu gostei muito mesmo, o que eu citei logo acima é muito bem posto nele, tem um clima ótimo e o tema de "Guerra" coube muito bem em FMA.
Este outro AMV, que é de K-ON, apesar do título que lembra a peça "Romeu e Julieta" da segunda temporada, tem cenas (acho) que só da primeira temporada da série, e tenta colocar um clima Mio-Ritsu. Eu estou colocando este vídeo aqui por que aqueles erros que falei acima não estão incluídos neste vídeo, nem um pouquinho. Os efeitos muito bem feitos, a inclusão de imagens (em maioria fanarts) delas é muito bem feita. Acompanho regularmente o trabalho desse otaku e devo dizer que o trabalho é impecável (além de usar várias músicas que adoro - como essa da Taylor Swift)


CONCLUINDO


O que eu fiz aqui foi só mostrar um pouquinho da capacidade dos fãs de fazerem as séries que eles gostam tanto crescerem a tal ponto que os próprios autores não podem controlar. Dizem que o que o povo quer o autor dá, mas no caso dos otakus, o que eles querem, eles fazem!


Obrigado e comentem a vontade (^ ^)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

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É isso ai!
Finalmente a JBC dá novidades sobre a volta de Neon Genesis Evangelion no Brasil!


A editora informou que o formato que a Conrad usava vai ser mantido, e confirmou que vai continuar do volume que a antiga tradutora parou. Com isso, o formato será bem diferente do normalmente utilizado pela JBC, tendo 13,3cm X 20,2 cm, e não  11,4 cm X 17,7 cm (utilizado por exemplo em Love Hina) como de costume.


Também foi confirmado o tamanho meio tankobon e folhas off set brancas. Uma preocupação legal da editora foi em contratar a tradutora Drik Sada que trabalhava na série na Conrad. Apesar do preço salgado (R$ 7,90), a aquisição deve valer muito a pena, sendo uma grande sacada da editora Japan Brasil Comunication.




Diferente de muita gente que não gosta da editora, eu fico feliz de um ícone como Evagelion estar prestes a voltar as bancas por uma empresa como a JBC, afinal, como uma editora renomada que nunca cancelou uma série de mangá, ela tratará o título como ele merece, com respeito, dedicação e cuidado.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Fim da Era de Shoujo-Ai de Qualidade?

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Olá pessoal.
Para quem não sabe, sou grande fã de animês/mangás shoujo-ai (romance/irmandade entre garotas), sendo que tenho outro blog, o Kono-Ai-Setsu, sobre o assunto.
Um comentário sobre um animê que venho acompanhando me deixou preocupada/apreensiva.

Vocês vão lembrar o nome
deste animê depois de vê-lo?
Nos últimos dias, foi exibida na televisão japonesa o episódio 10 de Highschool of the Dead, um animê sobre zombies (como é de se entender pelo título nitidamente influenciado pelos filmes mais influentes do gênero), onde os personagens são exageradamente moldados ao estilo de mangás, como a velha "garota kendô" e uma tsundere (garota revoltadinha que no fundo é sensível). Quem ouviu falar desta série sabe que ela contém um alto grau de fanservice (cenas apelativas), com seios exageradamente grandes e expostos, por exemplo.

Neste último episódio exibido, porém, o fanservice chega a seu ápice, mostrando uma cena de beijo entre garotas. Se fosse uma cena normal, bem estruturada e preparada, não estaria públicamente exibindo minha indignação. A cena é totalmente deturpada, sem lógica, o que me deixa extremamente apreensiva.

Em meus quatro anos (aproximadamente) acompanhando mangás/animês shoujo-ai, nunca vi um momento tão futil e grotesco da visão sobre o shoujo-ai. Depois de ver Utena, Maria-sama ga Miteru e Sasameki Koto (somente para citar alguns), ver este ano as bizarrices que estão sendo lançadas, é um desgosto. Após o ano que mais me satisfez com relação ao gênero em animações (2009 - Ano de Sasameki Koto, Aoi Hana, Maria Holic/parcialmente e Kanamemo), uma surpresa podre, estragada dessas, me deixa enojada. Um ano que me trouxe mais KissxSis, animê simplesmente estranho, bizarro e doente onde duas irmãs gostam do irmão e que neste ano acabaram tendo relações uma com a outra (u.u), que me trouxe Sono Hanabira ni Kuchizuke wo, um yuri (versão lésbica de hentai) e algumas outras, sinceramente, merdas que não acrescentam em nada e que vamos esquecer o nome do animê quando acabarmos de ver o episódio, me deixa preocupada.
Sasameki Koto e o romance verdadeiro entre garotas.
Em vez de dar seqüência há animês de qualidade como Sasameki Koto e Aoi Hana, que não tiveram final definitivo, principalmente o primeiro, que teve um final em aberto, esperando por uma continuação, eles insistem em exibir o apelativo e "atrativo". Isso me irrita, e deixo aqui minha reclamação, obrigado.


Veja mais em:
Yuriness

sábado, 7 de agosto de 2010

Mangá, Preconceito e Alfabetização

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Para quem não sabe, sou estudante de Artes Visuais - Licenciatura, quase formanda, e estou começando a escrever meu artigo para o trabalho de conclusão de curso. O que isto quer dizer? Que eu tenho pesquisado razoavelmente sobre algumas coisas. Uma delas é o preconceito com histórias em quadrinhos.

Tudo começou com os Estados Unidos da América (não me diga ¬¬), em 1954 (segundo o livro "Mangá: Como o Japão reinventou os quadrinhos"), quando o governo americano queria extinguir qualquer meio de comunicação onde se fizesse uma critica do governo (assim como foi a ditadura aqui no Brasil). As pessoas começaram a espalhar a mensagem de que as histórias em quadrinhos faziam você ficar burro e que era coisa de criança, mas que também era desaconselhado para estas. Tiveram "estudos" (totalmente sem embasamento) que diziam que as hqs faziam as pessoas ter mais tendência a ser um assassino, um ladrão, e até homossexual, mais ou menos como fazem com o video-game atualmente, na minha visão. Esta mesma visão e difusão de idéia sobre quadrinhos foi espalhada aos quatro ventos do mundo.
Porém, no Japão, esta mesma idéia não foi tão fixada. Os japoneses conseguiram manter sua visão sobre as animações e quadrinhos e criaram o mangá e o animê (mesmo que em algumas vezes tendo sido usado para a atração das pessoas para o militarismo). Não que o governo japonês não tivesse se esforçado para que tal visão se difundisse, afinal, quadrinhos e animações americanas (super populares como Mickey) foram banidas na época no país. Mas após a guerra e com os americanos se infiltrando no Japão, eles acabaram por voltar a estas formas de expressão que até hoje são vinculadas.
Diferente de todo o resto do mundo, no Japão pessoas de todas as idades lêem mangás, afinal, estes são divididos por faixa etária. Por isso, muitos ocidentais, incluindo o criador do livro citado anteriormente, Paul Gravett (pelo menos o livro me deu esta sensação), tem uma visão um tanto inferior e infantilizada dos japoneses, que lêem seus mangás em qualquer lugar (muitas vezes em trêns ou até locando em locadoras de mangás > O.O).
A visão ocidental de histórias em quadrinhos trazem uma má educação as crianças, e que ajuda no analfabetismo é tão errada, burra, e me dá tanta raiva que não dá para medir. Afinal, a criança de lê Turma da Mônica sabe que o Cebolinha fala errado, portanto, na verdade, as falas do personagem fazem com que a criança trabalhe a mente para corrigir os erros e entender as frases. Não é de hoje que as histórias em quadrinhos podem ser feitas para educar, afinal, o Japão é a prova que os mangás, e qualquer outra história em quadrinhos, pode ser utilizada para um bem maior. O país é um dos mais baixos, se não o mais baixo, em nível de analfabetismo no mundo, e um dos mais seguros, o que prova que os mangás não influenciam nem para a violência (porque sabemos que muitos são violentos), nem no sentido da leitura, afinal, qualquer meio de leitura pode ser considerado sadio, se bem utilizado.
Por fim, vale lembrar que no Japão tem Berusayu no Bara ("A Rosa de Versalhes") nas bibliotecas escolares para o estudo da história da França. Acho que estas são palavras suficientes para qualquer otaku falar quando for chamado de burro, infantil, ou qualquer outra coisa justamente por ler uma história em quadrinhos.